No que ao Sporting respeita: Inaugurado em Março de 2011, encerrado em Maio de 2014, reaberto sob o mesmo nome mas diferente endereço em Agosto de 2016, é este um pequeno e doméstico espaço onde se olha o passado, o presente e o futuro da maior potência desportiva Nacional.
Ademais: Este é um blogue pessoal no qual se vêem analisados outros temas.

30 anos, no estádio Azteca, Mexico City, Argentina e Inglaterra encontraram-se em partida para os 1/4 de final do campeonato do mundo de 1986. 4 anos antes, em 1982, já se haviam defrontado no teatro das Malvinas, conflito que prolongando-se por escassos 74 dias foi suficiente para reclamar as vidas de 649 militares argentinos, 255 britânicos e 3 habitantes das ilhas no Atlântico-Sul. Depois de invadir as Malvinas, a Argentina render-se-ia a 14 de Junho de 1982, em face da resposta do Império Naval Britânico. 4 anos volvidos, num estádio Azteca carregado de emoção, para os argentinos estava em disputa muito mais do que um jogo de futebol.
Diego afirmaria no fim da partida, «Apesar de termos dito que o jogo nada tinha a ver com as Malvinas, sabíamos que eles (ingleses) assassinaram por lá muitos rapazes. Assassinaram-nos como passarinhos. Isto foi vingança».
Uma na qual interviria a famosa mão de deus.

Ora para Sir Bobby Robson esta mão nada teve a ver com deus, tratando-se meramente da mão de um patife. No mundo dos homens, um golo apontado com a mão nada tem de honrado. Aquele golo não teve rigorosamente nada de especial, nem faz jus ao seu autor. Em Junho do ano passado, Pedro Oliveira escreveu:
O futebol é um jogo colectivo,
jogado por individualidades e imaginado por génios

Tenho a certeza que há 30 anos, foi esta e só esta a verdadeira mão do deus ...
... dele próprio. A mão nos pés de Diego Armando Maradona.

A única mão de deus, nos pés (e só nos pés porque jogar com a mão é 'patifaria') do melhor de todos os tempos

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Thursday, 18 August 2016

2 Comments
  1. Pequena correcção: aquele golo não teve rigorosamente nada de especial nem faz jus ao seu autor é uma ideia parcialmente errada já que a ousadia faz parte das qualidades dos futebolistas. Ousadia como a que Maradona demonstrava, algo que não se confunde com a deslealdade de muitos que passam 35% do tempo no relvado a procurar enganar árbitros, simular faltas sofridas e penalties, procurar ou pedir punições disciplinares para os seus adversários.

    Patifaria ...

    Maradona marcou aquele golo com a mão porque não tinha outra forma de empurrá-la lá para dentro. Foi só por isso. Bobby Robson não deixa de ter razão mas é necessário contextualizar o momento. Tratar-se-á Maradona dum jogador desleal? Jamais. Maradona limitava-se a jogar à bola e fazendo-o, revelou-se como o mais talentoso futebolista de todos os tempos. O único que se tivesse nascido 25 ou 30 anos depois, rivalizaria hoje com Messi pelo (pouco importante) título de melhor futebolista de sempre. Maradona e Messi conseguiriam equiparar-se. Ninguém mais.

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  2. Nem na minha época doirada em superfícies rodeadas por bancadas sem público, superfícies onde abundava o espaço e o tempo, em medidas muito superiores a 1986 e infinita e desmedidamente superiores ao futebol que se joga hoje, nem aí eu vi futebolistas ímpares fazer o que El Pibe fez, ou o que Messi faz.

    Que jogadores, ufa ...

    Para se afirmar que Maradona e Messi estão ao mesmo nível seria preciso que Maradona jogasse os mesmos jogos de Messi, e vice-versa, para Messi, jogos em superfícies onde como disse não há espaço, nem tempo. Terão as mesmas doses de talento? Se calhar não ... Maradona ia um bocadinho mais além de Messi, mas os obstáculos são incomparavelmente mais difíceis de ultrapassar.

    Todavia, presumiremos que idêntico ou superior talento se traduziria para Maradona em capacidade ainda superior de adaptação às condicionantes do futebol dos anos 2000. Posso presumi-lo? Não sei Henrique, não sei, poderás? Acho que posso. Pronto, então podes.

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